O que é CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?

Como o CDI Afeta Seus Investimentos
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) foi criado em 1980, com a finalidade de lastrear as operações interbancárias. De certa forma são como CDBs, mas só que restritos aos bancos.

É utilizado quando uma instituição empresta recursos a outra, fazendo com que o sistema se torne mais fluido quando se trata da transferência de recursos.

Em suas operações diversas os bancos precisam manter em suas reservas ativos líquidos, como dinheiro, de forma a fazer frente a suas obrigações operacionais e para atender necessidades de liquidez que seus clientes tenham.

Eventualmente uma instituição pode ficar sem esses recursos, apesar de todo o planejamento financeiro elaborado.

É aí que entram as negociações interbancárias. Para atender a essas necessidades de curto prazo, uma instituição toma empréstimo de outra.

 

Entendendo a Taxa CDI

Essas negociações entre os bancos são feitas, na maior parte das vezes, com prazo de um dia útil, e representam as condições de liquidez do mercado interbancário.
valor final é divulgado ao final do expediente e servirá de referência para o custo das reservas do dia seguinte. Nesses termos, fica bastante próximo da taxa SELIC fixada pelo COMPOM, embora não esteja atrelada a ela.

Para contabilizar o valor da taxa, apenas podem ser computadas as operações entre bancos diferentes, jamais aquelas realizadas dentro do mesmo conglomerado.

Trata-se de um índice muito importante de variação e, por conta disso, acabou servindo de referencial para outras taxas praticadas pelos bancos, além de ser utilizada como referência para contabilizar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento.

Além disso, o valor calculado para a taxa CDI pode indicar o custo do dinheiro no mercado. Quanto mais alta estiver, mais caro estará esse custo, aumentando, também, a rentabilidade das aplicações.

Ao contrário, quanto mais barata a taxa, mas barato o custo da moeda, o que afetará a rentabilidade das aplicações.

 

Cálculo da Rentabilidade do CDI

 

Um CDB que pague 100% do CDI vai render exatamente o valor da variação da taxa do CDI naquele período. Se considerarmos que o CDI fechou setembro/2014 em 0,90%, esse será o rendimento da aplicação atrelada a ele.

Só para se ter uma ideia, no mesmo período a taxa SELIC fechou em 0,91%. Em Agosto/2014, o CDI fechou em 0,86%, e a SELIC, em 0,87%.

Dessa forma, em Setembro, o mesmo CDB teria alcançado a rentabilidade de 0,90%, desconsiderando-se o Imposto de Renda e taxas eventualmente cobradas pela instituição.

Como se vê, 100% de CDI (ou 90%, ou 80%) não significam que o valor aplicado renderá 100%. Ao invés disso, renderá 100% do CDI, ou seja, do valor da taxa para aquele período.

Veja esse exemplo prático: segundo o cálculo de Setembro/2014, o CDI fechou os últimos 12 meses em 10,32%. Isso significa que um CDB que rendesse 85%, teria uma rentabilidade de 8,77%. No mesmo período, um CDB que pagasse 95%, renderia 9,80%. Já um CDB que pagasse 100%, obviamente renderia 10,32%.

Em todo o caso, devem ser descontados o Imposto de Renda e eventuais taxas.

Dessa forma, através de exemplos práticos, fica mais fácil compreender o significado da taxa CDI, e como é calculada a remuneração das aplicações a ela atreladas.

Até Breve!

Investimento em LCI

Há algum tempo o brasileiro descobriu a LCI como forma de investimento. Sua popularização se deu devido ao fato de ser isenta de Imposto de Renda, entre outras vantagens.

Pensando bem, quem iria querer aplicar seu dinheiro em um investimento e pagar entre 15% e 22,50% de imposto?

Na verdade uma boa parcela dos pequenos investidores ainda investe em aplicações que são taxadas (e muito) pela Receita Federal.

Mas esses mesmos investidores parecem estar descobrindo as vantagens de se aplicar na LCI.

É cada vez mais comum a oferta de Letras de Crédito no portfólio dos bancos, principalmente os bancos menores e corretoras. Essa oferta vem seduzindo os pequenos investidores, atraídos pelas taxas de juros divulgadas por essas instituições.

Neste artigo vou listar algumas vantagens e desvantagens dessa operação, de forma a que o investidor consiga decidir qual o destino que pretende dar a suas aplicações.

 

 

Vantagens de Investir em LCI

Como dito, as LCIs não são taxadas pela Receita Federal. Dessa forma, todo o rendimento oriundo dessa aplicação é líquida.

Ao não ser taxada, a LCI acaba se tornando bastante competitiva em relação a outros tipos de aplicação. Para se ter uma ideia, investimentos em Caderneta de Poupança também são isentos de IR (até o limite de R$ 50.000,00). No entanto, na comparação, uma LCI chega a render até 71% mais.

A razão é a sua grande rentabilidade, já que em geral seu cálculo é baseado na variação do percentual do CDI (quando é pós-fixada), enquanto a Poupança rende apenas 0,5% + TR.

Tais comparativos fizeram a Caderneta de Poupança ter, em Setembro/2014, o menor volume de captação de valores desde 2005.

Ora, em Setembro/2014 a taxa CDI ficou em 0,90% no mês. Uma aplicação em LCI que rendesse 90%, teria um retorno de 0,81%.

Leia também: O que é CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?

Outra grande vantagem da LCI é sua segurança, uma vez que, semelhante à Caderneta de Poupança, todos os investimentos em estão cobertos pelo FGC.

A rentabilidade aliada à segurança garante um grande atrativo a essa aplicação.

Obviamente em um cenário de juros elevados (e sem perspectivas de queda) o investidor começa a procurar melhores alternativas. Mesmo se tratando de uma aplicação considerada de perfil conservador, a LCI consegue bons resultados, já que o mercado demonstra grande preocupação em relação ao futuro da economia brasileira.

Na prática, as aplicações que se utilizam de indexadores, isto é, as pós-fixadas, acabam apresentando um resultado bastante favorável, em vista das altas taxas de juros existentes no país.

 

 

Desvantagens da LCI

Entretanto, nem tudo é um mar de rosas ao se investir em LCI. O investidor deve estar ciente de que o dinheiro ali aplicado ficará preso por um determinado período. Por ser uma operação sem liquidez, quem aplica nas Letras de Crédito deve ter certeza de que não precisará daquele valor durante o tempo em que estiver investido.

A dica é separar um montante que não servirá para a movimentação habitual, como pagamento de contas, compras e quitação de dívidas. Esse dinheiro ficará retido por um período que pode variar de 6 a 24 meses, dependendo do tempo que você estipulou.

Se pensarmos bem, é uma forma de garantir que aquele dinheiro ficará indisponível para ser utilizado em novas despesas. É algo bem útil para o poupador que tem dificuldades em destinar parte do seu salário para investimentos.

 

Outra desvantagem é que os bancos maiores e mais confiáveis costumam exigir aplicações superiores a R$ 30.000,00. Isso dificulta a vida do pequeno investidor, que geralmente não dispõe de valores altos. Quando o banco aceita aplicações em quantias menores, no entanto, dificilmente a taxa de CDI irá ultrapassar os 80%.

Leia também: O que é FGC (Fundo Garantidor de Crédito)?

Bancos como o Banco do Brasil já oferecem LCI com aplicações a partir de R$ 1.000,00 e com liquidez diária (após 60 dias de carência). Embora você tenha a garantia de aplicar em um banco sólido (para não ficar exposto a sustos) e tenha a facilidade de sacar o valor quando precisar, a taxa de 80% no CDI é pouco atrativa.

E, de qualquer forma, qual a finalidade de aplicar seu dinheiro em uma LCI se você pretende sacá-lo logo em seguida?

 

Investir em Bancos Pequenos ou Grandes?

O grande dilema pelo qual o pequeno investidor irá passar é que em algum momento ele vai ter que escolher entre solidez e retorno.

Bancos sólidos costumam apresentar boa rentabilidade em suas aplicações quando a quantia investida é alta. E como alta, compreende-se valores a partir de R$ 100.000,00 ou R$ 200.000,00 iniciais.

E isso é muito ruim por que é muito comum que alguns centros de investimentos acabem falindo seja por má administração ou qualquer outro motivo. Por isso, muitas vezes, essas instituições, recorrem a um plano “B” ou seja, uma outra forma de investimento, as vezes secundária ou até mesmo paralela,
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Como vimos anteriormente, se o investidor dispõe de valores pequenos, o retorno costuma ser bem abaixo do esperado.

Por outro lado, os bancos menores e corretoras de valores podem ter taxas de retorno mais atrativas, na ordem de 100% do CDI ou mais. Em CDBs já é frequente o retorno na faixa dos 120% do CDI, dependendo, claro, do prazo investido.

 

 

Como as aplicações em Letras de Crédito são protegidas pelo FGC, o problema da solidez do banco fica resolvido. Mesmo que a instituição onde você aplicou seu dinheiro quebre, você ainda receberá tudo de volta, desde que não ultrapasse R$ 250.000,00.

Lógico, não é um cenário muito agradável pensar que, mesmo garantido, seu dinheiro possa ter sido aplicado em um banco que corre o risco de falir. Além disso, até que todos os trâmites tenham sido regularizados, seu dinheiro pode levar alguns meses até ser devolvido, o que sempre significa um período de tempo sem rentabilidade.

Por isso é importante decidir qual o risco que você pode se dar ao luxo de correr. Afinal, mesmo investimentos em Caderneta de Poupança de bancos menores correm algum risco, caso eles quebrem. E a garantia é a mesma: o FGC.

Se você pretende investir em Letras de Crédito, a dica é procurar uma corretora ou banco que forneçam uma boa rentabilidade. Além disso, prefira aqueles que sejam certificados pela CETIP, fator que facilitará o retorno do seu dinheiro mais rapidamente a sua conta, caso aconteça alguma catástrofe.

Até Breve!